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Desde os tempos mais antigos, a Astrologia ajuda-nos a conhecer certos acontecimentos que marcam, marcaram ou irão marcar as nossas vivas, assim como auxilia na descodificação da tipologia dos caracteres, convertendo-se numa ferramenta primordial que situa-nos no meio deste imenso universo.
Etimologicamente, a palavra Astrologia vem do Grego:
Astrologia: Astro = ASTROS e Logia = teoria, discurso sobre...
O que permite-nos formar a seguinte frase : teoria ou discurso sobre os astros.
Embora na sua origem, fosse no Egipto Antigo usada para definir os ciclos das temporadas e a meteorologia, converteu-se rapidamente graças a sua precisão e riqueza, num meio adaptável e indispensável a outras disciplinas como a Medicina, a Alquimia e a ciência da época.
Durante largos séculos, os grandes sábios utilizaram a Astrologia, adaptando-a e fundindo-a com outras metodologias, sendo que a matéria e o espírito eram para eles uma continuidade ou a expressão separada de uma mesma verdade universal.
(Paracelso era um grande astrólogo e na nossa época podemos citar C.G Jung e A.Enstein).
Infelizmente, cinco séculos de Inquisição e a explosão científica dos dois últimos séculos, denegriram a verdadeira dimensão da Astrologia.
Não que seja preciso rejeitar a ciência, visto que esta permitiu e permite revelar grandes mistérios, mas em certos casos a sua arrogância leva-a a querer ter a verdade absoluta sobre todos os assuntos (como a religião Católica também o fez durante a Inquisição).
Nos dias actuais, os utilizadores da Astrologia são numerosos, mas são muitas vezes vistos como meros fantasistas ignorantes e ingénuos, ou ainda como pseudos-gurus que aproveitam os seus supostos poderes para manipular e enganar as pessoas em aflição (infelizmente isso também acontece).
A Astrologia terapêutica permite-nos restituir o seu verdadeiro lugar e o valor a astrologia.
Podemos chama-lá por Psico-Astrologia, Astro-Psicologia, Astrologia Psicológica ou ainda Astroterapia. Independentemente de como a chamarmos, a sua função é sempre a a mesma : ajudar o próximo a descodificar os seus sofrimentos, as suas problemáticas emocionais, os acontecimentos e de o recentrar no caminho da vida.
A Astroterapia é antes de tudo um método de cura que segue uma metodologia bem definida na qual fusionam as técnicas de Astrologia, a Psicopatologia (estudo das desordens do comportamento, problemáticas emocionais e psicológicas), e ainda a descodificação da origem dos sofrimentos que muitas vezes provém da infância ou da adolescência (psicologia do desenvolvimento) e às vezes das vidas passadas, assim como diversas técnicas de psicoterapia que permitem ao paciente atingir a cura e a libertação.
O praticante da Astroterapia terá obrigatoriamente de ser formado em Astrologia, em Psicologia, e em uma ou várias técnicas de psicoterapia ou psicanálise.
Também deverá ter feito alguns anos de psicoterapia pessoal, durante os quais se terá “purificado” das suas diversas problemáticas existenciais para converter-se num “canal transmissor” limpo.
Para usar uma metodologia aplicada, é preciso seguir um código deontológico estrito, com a intenção de garantir o anonimato dos pacientes assim como o conteúdo das consultas e de as respeitar tanto de um ponto de vista psicológico, como físico e moral.
A Astroterapia vem da Astrologia humanista, e do movimento humanista (ou humanìstico) e é precursor da Psicologia Transpessoal.
Uma de suas noções centrais, é o desenvolvimento pessoal e a noção de evolução existencial, já que o ser humano tem uma necessidade vital de saber e de compreender porque está aqui (C.G.Jung fala que a origem das neuroses estaria em parte ligada ao facto de não se saber ou ver um sentido da nossas vidas).
As técnicas de Psicoterapia Transpessoal assim como as da Astroterapia, permitem ajudar a pessoa a descobrir o seu potencial e os seus dons, levando-a a encontrar o seu caminho de vida que só a ela pertence.
As consultas são totalmente individualizadas porque nenhum ser é idêntico.
A Astrologia permite (graça aos ciclos planetários) a informação do momento da evolução e fase de crescimento existencial em que nos encontramos, assim como a ajuda a clarificar os desafios e conflitos internos e externos que a vida apresenta no momento presente. Deste modo, as crises existenciais convertem-se em verdadeiros impulsos para o crescimento e para a evolução.
Vivemos numa sociedade muito perturbada, com estresse, perda dos valores e referências, violência etc, o que muitas vezes leva o ser humano a não saber mais quem é e o que está aqui a fazer.
A mulher, em particular encontra-se numa busca do seu papel existencial que gerações de mulheres antes dela perderam durante os séculos “castradores” patriarcais.
As mulheres de hoje, procuram como viver com emoções e valores de mulheres, num mundo onde os valores materialistas e de combates de tipo masculinos estão no seu auge.
Sentem-se muitas vezes cortadas do seu mundo emocional, das suas faculdades e valores criativos, procurando adaptar-se e sobreviver num mundo violento onde não são o amor e os sentimentos que prevalecem, mas sim o ódio, o poder e a competitividade.
A Astroterapia permite ajudar a mulher a se reencontrar na sua trilha, visto que todo nós estamos nessa procura evolutiva, quer nos seja consciente ou não.
As vezes nos perdemos, surgindo então grandes sofrimentos e crises existências que se traduzem por depressões, estresses, angústias, fobias ou obsessões diversas, assim como doenças físicas.
Através da análise do mapa-astral, associada à varias técnicas psicoterapeuticas, a Astroterapia permite redescobrir o caminho e compreender qual é realmente o nosso “projecto de vida” garantindo o nosso bem estar existencial.
Tomando consciência das nossas crenças assim como dos nossos padrões de comportamentos e transformando-os, podemos criar vidas harmoniosas de acordo com as nossas verdades mais profundas, não somente para nós, mas também para os demais.
© Nathalie Durel-2003-Todos direitos reservados |
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O Tarô é um dos grandes espelhos do pensamento inconsciente. Cada uma de suas cartas tem por base uma importante imagem arquetípica cujo significado nem sempre é claro para o homem moderno, que jogou fora seus mitos ao querer interpretá-los literalmente.
Constit um roteiro onde a imagem, a psique e a alma descobrem sua origem e sua finalidade. O Tarô de Marselha é como uma representação das diferentes etapas da jornada do indivíduo rumo à transformação e à integração de si mesmo.
Um traço marcante do Tarô é seu caráter multifacetado, que permite estabelecer comparações e correspondências com as demais linguagens simbólicas, algumas delas com existências milenares.
Historicamente, se considerarmos o aparecimento do conjunto das cartas, na Europa, por volta do século XIV, podemos dizer que se trata de um jovem, quando comparado às demais manifestações que remontam a um passado longínquo. Nesse sentido, é possível ver no Tarô um herdeiro privilegiado, que reúne o saber acumulado por outras linhagens de reconhecida qualidade.
O Psico-Tarot é uma técnica de projecção sobre os arcanos tarológicos. Meios de projecção excepcionais por serem um reservatório inesgotável de símbolos e arquétipos, informam-nos sobre tudo o que nos diz respeito e o que ainda ignoramos de nós mesmos.
As cartas do Tarot são reveladores psicológicos graças ao efeito de espelho, e um meio dinâmico de transformação pessoal evocativa dos arquétipos e do sincronismo.
C.G Jung definiu o sincronismo como um princípio de Conexão Acausal, uma conexão misteriosa entre a psique do indivíduo e o mundo físico, material que se baseia no fato de que no fundo são apenas diferentes formas de energia.
“Não apenas é possível, mas bastante provável, que psique e matéria sejam apenas dois aspectos diferentes de uma só e mesma coisa. Parece-me que os fenômenos sincronísticos apontam nesta direção, pois mostram que o não-psíquico comporta-se como psíquico, e vice – versa, sem que haja conexão causal entre eles “.(C.G Jung)
Nas consultas de Psico-Tarot, o inconsciente fala e é através das suas lucubrações, lapsos, bloqueios e emoções sentidas que o consulente descobre quem é, o que quer e para onde vai.
© Nathalie Durel-2006-Todos direitos reservados |
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